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A vida dos justos está nas mãos de Deus

“Aos olhos dos insensatos pareceram morrer,
mas eles estão em paz”!

Caríssimos Irmãos e irmãs, há uma crescente cultura na sociedade que está acostumada a transmitir para os homens e mulheres desde a infância, que a nossa permanência neste mundo é eterna e insubstituível, se valendo do velho pensamento de que nunca iremos morrer, pelo menos se não é assim, se vive como tal.

Esse tipo de comportamento também é manifestado quando perdemos um ente querido ou uma pessoa conhecida e as reações contrárias as coisas naturais que que provém das decisões de Deus, se tornam constante, tornando se um martírio para a própria pessoa, principalmente quando se trata de uma pessoa falecida em idade ainda mediana ou prematura.

Essa transmissão cultural de pensamento, se não preparada com todo cuidado, acarreta consequências sem precedentes, cujo o resultado na maioria dos casos é a depressão que acaba sendo gerada por diversos fatores internos e externos. Essa doença nefasta, faz com que as perspectivas mínimas de futuro sejam exauridas, fazendo com que os corações se fechem de todas as maneiras para as pessoas ao redor, para Deus e principalmente para a própria pessoa.

Chamada por muitos estudiosos da área como “doença do século”, ela não ocorre necessariamente em decorrência da perca de alguém causada pela morte, ela pode ser causada por outros fatores e deve ser encarada como atitude de misericórdia para com quem é acometido por ela, onde a palavra de Deus deve ser levada, a fim de tentar criar um ambiente favorável para que a pessoa possa evoluir positivamente para a superação da doença.

O sustentáculo do corpo é a mente, “se a mente padece o corpo também padece”, por isso, é importante trabalhar vários temas à luz da verdade, no pensamento convicto de que nada é eterno, a não ser aquilo que está nos planos de Deus. Assim, quando o vale das sombras da morte bater em nossas portas, teremos a maturidade e as força advindas da fé, onde sairemos mais fortes se entendermos o verdadeiro mistério que está por trás da morte.

Estimados (a) em Cristo, a fé católica nos ensina que é temerário pensar que a morte é o fim de tudo, pelo contrário, ela é a porta para a Vida Eterna, sendo que o corpo terreno já não poderá ser corrompido por coisas terrenas, pois a participação daqueles que seguem os preceitos de Deus corretamente é certa no Reino dos céus, onde “Não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor…” (Ap 21;3-5)

Claramente, a morte não é algo que se supera facilmente, é algo que se supera a longo prazo e com muita fé, mas para que a tristeza não se torne duradoura e desgastante, é preciso pensar e ter a fiel certeza de que Deus está conosco, e que Ele tem um propósito para cada um de nós, e que esse propósito, deve ser aceito segundo a Sua vontade, pois Ele é nosso Pai criador e um Pai não deseja mal a seus filhos e os guia no caminho da salvação.

Pelos méritos da morte de Cristo na cruz, além da restituição da filiação divina, o próprio Salvador que se fez carne também através da sua ressureição, nos garantiu por atitude de amor, a vitória sobre o pecado e por consequência, a vitória sobre a morte. Isso serve de consolo, pois a luz da nossa fé, as escrituras nos dizem que na casa do nosso Pai há muitas moradas, portanto, nós que remidos pela graça e imbuídos da misericórdia de Deus, não temos o que temer.

Para alcançarmos a salvação que vem de Deus, devemos fazer um esforço para andar na retidão e estar sempre em sintonia com a oração, pois as escrituras são sábias em afirmar: “Vigiai e orai, pois não sabeis nem o dia e a hora” (Mc 13;33). O dado concreto é que um dia todos nós partiremos, por isso as coisas matérias não devem jamais estar em primeiro plano tomando o lugar das coisas Espirituais. Consola-nos o fato a frase que intitula esse texto: “A vida dos justos está nas mãos de Deus” (Sb 3;1), portanto, nada pode nos abater ou separar Dele, nem a morte, a tristeza, a angústia e a perseguição.

Gustavo da Silva Santos
Seminarista do 1º ano de Filosofia
Diocese de São Carlos – SP

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