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Reflexão litúrgica do 11º domingo do tempo comum – ano B

A semente que cresce é a ação de Deus na vida da Igreja

Ezequiel 17, 22-24

Em 597 a. C. Nabucodonosor deporta para a Babilônia o rei Joaquim e os altos funcionários da corte de Jerusalém. Sedecias é colocado como vassalo, o que desencadeia a ruína: Nabucodonosor toma e destrói Jerusalém, realizando a grande deportação de 586 a. C.

Deus, porém, não abandona seu povo e a salvação virá.

O oráculo lido na liturgia é o anúncio da restauração do povo exilado. Deus fará voltar a dignidade real-messiânica da Babilônia (ponta do cedro), para restabelecê-la em Jerusalém (alto monte). A descrição do crescimento da árvore que se torna habitação para todos é figura do Reino de Deus consumado e aberto a todos os homens, de todos os povos e nações.

Ezequiel mostra que a história é o lugar da manifestação de Deus. Cabe ao homem abrir-se para os acontecimentos, perceber o sentido da ação de Deus. A Ação do homem deve ser de discernimento e de confiança.

Para quem sabe lera história não existe desespero, seja qual for a situação, pois, Deus é aquele que transforma as situações: “abate o alto e eleva o baixo”, seca o que esta verde e torna verde o que esta seco”.

Ezequiel lê os acontecimentos do seu tempo e percebe a presença e a ação de Deus, cabe ao homem saber discernir os acontecimentos e conformar a sua vida à luz dessa presença e ao sentido dessa ação de Deus.

Marcos 4,26-34

Marcos apresenta Jesus Proclamando o Reino de Deus, ensinando, e este ensinamento produzindo forte impressão sobre os ouvintes. A preocupação de Marcos não é mostrar o conteúdo do ensinamento, mas o efeito do ministério de Jesus: De um lado a aceitação de poucos, de outro a indiferença de muitos e principalmente, a oposição das autoridades.

Aparecem as dúvidas:

Será que Jesus conseguirá realizar sua missão?

Será que ele conseguirá instaurar o Reino de Deus que o Pai lhe confiou?

Será que Jesus e seu pequeno grupo irão ter algum sucesso?

Marcos propõe aqui uma resposta a partir da fé e não a partir do esforço humano, frisado por Jesus em dois pontos importantes da parábola: 1º – A atitude do camponês, 2º – O que acontece com a semente.

*O camponês semeia e depois fica inativo até a colheita sem poder ajudar a planta.

*A germinação e as fases do crescimento são descritas pormenorizadamente, o que se salienta é a paciência do camponês, que só intervém na hora da colheita.

Jesus iniciou o Reino e a Igreja continua sua missão com a pregação e o testemunho. A colheita é símbolo do julgamento.

Após realizar a tarefa de anunciar a palavra (semear), o que mais se pode fazer? Nada, além de ser paciente e perseverante, confiando plenamente que o que foi feito, não será em vão e que o Senhor do Reino esta ajindo.

Só Deus sabe o dia e a hora da colheita (julgamento). A nós, cabe confiar unicamente nele. Pois, nada nem ninguém podem apressar o Reino de Deus.

Nem os fariseus com o legalismo, nem os zelotas com a luta armada, nem os apocalípticos com os cálculos querendo determinar dia hora e local da vinda e da instauração do reino do Pai.

Deus transforma as situações, e o homem não pode duvidar e desanimar frente os limites e demoras da vida. Deus está fazendo o Reino acontecer, realizando a plenitude de vida que o homem aspira. A seu tempo e onde o homem está só lhe compete “semear” e “esperar”.

2Corintios 5,6-10

Paulo nos alerta que com a vida presente estamos construindo o que virá. (2ª leitura)

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