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Solenidade de Cristo Rei

Hoje nós estamos celebrando a festa de Cristo Rei do Universo.

Manifestamos nossa fé naquele que é o Senhor de nossa existência.

Sua realeza é Serviço e entrega de amor; é perdão e misericórdia diante de nossos olhos, é Caminho, Verdade e Vida, que estão ao nosso alcance e nos conduzem à vida em Plenitude.

Vivendo nós num mundo extremamente marcado pelo desejo de posse, de poder e de prazer, Ele nos faz recordar que a vida é muito maior do que os bens terrenos, e que Ele tem poder real sobre tudo e sobre todos.

Junto dele é que encontramos o verdadeiro sentido da vida.

Nesta solenidade de Cristo Rei do Universo encerra-se o “Ano catequético”, comemora-se também o “dia do leigo”. Que todos sendo chamados a tão nobre missão, a realizem com entusiasmo, amor e obediência.

Liturgia da Palavra

A 1ª Leitura anuncia um “Filho do Homem”, vindo do céu para iniciar um REINO eterno. (Dn 7,13-14)

Ao Filho foi dado todo o poder.

Mas o poder em Jesus é sinônimo de serviço, sobretudo aos pequenos e pobres.

Ele é o rei e fez de nós também sacerdotes, profetas e reis, para que, juntos, construamos o seu reino. Jesus Cristo é rei do mundo que somos chamados a criar: Mundo de amor, de justiça e de paz.

Evangelho

Jesus sendo rei quer que em seu reino prevaleça a verdade. Feliz é quem escuta sua voz.

1ª Leitura (Dn 7,13-14)

Os judeus eram oprimidos pela dominação dos gregos.

Antíoco IV queria impor a cultura e a religião grega à força…

Daniel, numa linguagem apocalíptica, anima as comunidades à resistência.

A profecia se realiza plenamente com a vinda de Jesus.

Esse Reino, não obstante as perseguições, jamais terá fim.

A 2a Leitura (Ap 1, 5-8)

Lembra que Cristo é o “Príncipe dos reis da terra” que virá cheio de poder, de glória e majestade para instaurar um REINO definitivo de felicidade, de vida e de paz.

 

Evangelho (Jo 18, 33b-37)

Jesus confirma a sua Realeza.

Durante toda a vida pública, Jesus teve muito cuidado para não dar uma interpretação política à sua missão. Várias vezes querem fazê-lo rei, mas ele sempre se esquiva.

Próximo da sua Paixão… sozinho, abandonado até pelos amigos, sem exército que pudesse vir a defendê-lo, no tribunal diante de Pilatos que lhe pergunta: “Tu és o Rei dos Judeus?”

Jesus confirma a sua Realeza e define o sentido do seu Reinado: “Eu sou REI. Mas o meu Reino não é desse mundo…”.  “Para isso nasci e para isso vim ao mundo. Para dar testemunho da Verdade. E todo aquele que é da Verdade, ouve a minha voz…”

No Prefácio, é explicitado o tipo de Reino proposto por Jesus: “Reino da VERDADE e da VIDA, Reino da SANTIDADE e da GRAÇA, Reino da JUSTIÇA, do AMOR e da PAZ.”

Jesus nos convida a fazer parte desse Reino Faz parte desse Reino, quem é da Verdade e escuta a sua Voz.  No Pai Nosso Jesus nos convida a rezar: “Venha a nós o vosso Reino”

A festa de Cristo Rei foi instituída por Pio XI, em prolongamento das solenidades das festas do Corpo de Deus e do Sagrado Coração de Jesus, com a finalidade de ser remédio às desordens que afligem o mundo mostrando o senhorio de Jesus sobre todo o universo, acima das situações de ateísmo e falta de religião. Na reforma litúrgica, esta festa foi colocada no final do ano litúrgico para mostrar que Cristo é o centro do universo e para Ele tudo converge.

O amor é a primeira fonte da união com Deus. Ele faz de nossos gestos de serviço aos outros, da transformação das estruturas de escravidão em liberdade, um sacerdócio do povo de Deus e de cada um que santifica o universo.

Ser cristão é já construir o reino de Cristo no mundo.

A modalidade de construir este reino é o serviço fraterno, humilde como Cristo fez na sua morte que o glorificou.

Todo o povo de Deus é sacerdotal, isto é, está unido a Cristo para a transformação do mundo em um mundo que sirva a Deus no culto verdadeiro que procede de um coração que ama.

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