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Vários símbolos do Advento nos introduzem na beleza e na espiritualidade deste tempo.

A Coroa do Advento. Feita de galhos sempre verdes entrelaçados, formando um círculo, no qual são colocadas 4 grandes velas representando as 4 semanas do Advento.

A cada domingo uma vela é acesa. A cada vela acesa vai se indicando a proximidade do Natal, quando Cristo Salvador e Luz do Mundo, brilhará para toda a humanidade, e representa também, nossa fé e nossa alegria pelo Deus que vem. A cor roxa das velas nos convida a purificar nossos corações em preparação para acolher o Cristo que vem. A vela de cor rosa, nos chama a alegria, pois o Senhor está próximo. Os detalhes dourados prefiguram a glória do Reino que virá.

A Coroa de Advento não é antiga. Ela foi concebida em Hamburgo, há mais de cem anos. Havia muitas crianças órfãs naquela cidade portuária. Meninas e meninos sem teto que perambulavam pelas ruas pedindo esmolas.

Um pastor evangélico luterano, Johann Heinrich Wichern (1808 +1881),  morava naquela cidade. Ele construiu uma enorme casa onde passou a abrigar essas crianças de rua.

Todo ano ele celebrava o tempo de Advento com meditações, cânticos e reflexões que enfocavam este tempo bonito que antecede o Natal. Para contextualizar aqueles momentos o pastor Wichern pendurou uma roda velha de carroças, no teto na “Casa” que dirigia. No primeiro domingo de Advento colocou a primeira grande vela a queimar sobre a roda. Depois, nos seis dias seguintes, seis velas pequenas. No segundo domingo de Advento, novamente a segunda vela grande… Um dia antes do Natal queimavam 24 velas referida roda.

A roda ia iluminando mais e mais a sala, a medida que o Natal se aproximava. Cada vela tinha o seu significado.

Passaram-se dois anos e aquela pequena Comunidade decidiu enfeitar a roda iluminada com ramos de pinheiro (sinal de vida). Foi assim que nasceu a primeira Coroa de Advento dentro da Igreja Luterana.

Muitas pessoas que visitavam a “Rauhes Haus” achavam aquele símbolo muito significativo. Como nas suas moradias particulares não havia muito espaço para uma Coroa de Advento com 24 velas, optaram por uma menor com quatro, uma para cada domingo.

O círculo não tem princípio, nem fim. É sinal do amor de Deus que é eterno, sem princípio e nem fim, e também do nosso amor a Deus e ao próximo que nunca deve terminar. Além disso, o círculo dá uma ideia de “elo”, de união entre Deus e as pessoas, como uma grande “Aliança”.

Verde é a cor da esperança e da vida. Deus quer que esperemos a sua graça, o seu perdão misericordioso e a glória da vida eterna no final de nossa vida. Bênçãos que nos foram derramadas pelo Senhor Jesus, em sua primeira vinda entre nós, e que agora, com esperança renovada, aguardamos a sua consumação, na sua segunda e definitiva volta. O ramos dos pinheiros permanecem verdes apesar dos rigorosos invernos, assim como os cristãos devem manter fé e a esperança apesar das tribulações da vida.

A fita e o laço vermelho que envolvem a grinalda simbolizam o Amor de Deus ou o próprio Espírito Santo a embalar toda criação que é remida com a chegada de Jesus.

As bolas simbolizam os frutos do Espírito Santo que brotam no coração de cada cristão.

As quatro velas da coroa simbolizam, as quatro semanas do Advento. A medida em que se vai aproximando o Natal, vamos acendendo uma a uma as quatro velas representando assim a chegada, em meio de nós, do Senhor Jesus, luz do mundo, quem dissipa toda escuridão, trazendo aos nossos corações a reconciliação tão esperada. A primeira vela lembra o perdão concedido a Adão e Eva. A segunda simboliza a fé de Abraão e dos outros Patriarcas, a quem foi anunciada a Terra Prometida. A terceira lembra a alegria do rei Davi que recebeu de Deus a promessa de uma aliança eterna. A quarta recorda os Profetas que anunciaram a chegada do Salvador.

As cores das velas do Advento são: Verde, Roxa, Rosa e Branca, podendo também serem adotadas velas com as seguintes cores: Roxa, Vermelha, Rosa e Verde ou até também Roxa, Roxa, Roxa e Rosa.

Geralmente na Igreja Católica a cor das velas pode seguir a cor das vestes litúrgicas, sendo assim, a cor roxa é usada no primeiro, segundo e quarto domingos do Advento simbolizando a conversão e penitência e, a cor rosa no terceiro domingo (Gaudete) simbolizando a alegria em meio à expectativa da chegada de Jesus.

Árvore de Natal: O uso de árvore em festividades de Dezembro já estava presente no Egito Antigo. A Árvore é símbolo de esperança e de vitória da vida contra a morte, simbolizada pelo rigor do inverno no hemisfério Norte. Os Druidas utilizavam carvalhos enfeitados neste mesmo dia na Festa pagã do Sol Invíctus. Os primeiros relatos sobre a Ávore de Natal aparecem na Alemanha no século XVI. No cristianismo o seu significado refere-se ao Reino de Deus com seus galhos e frutos coloridos, que foi inaugurado com o nascimento do Messias. Lembremo-nos também que no Inverno rigoroso da Europa, todas as árvores, exceto o pinheiro, perderam suas folhagens no outono, por isso, o pinheiro é visto também como o cristão que nunca deixa sua fé ser abalada diante das adversidades da vida.

Presépio: É mais comum nos países católicos, e sua origem remonta o século XIII. Obra de São Francisco de Assis que queria recriar a cena do nascimento do Salvado no ano de 1223. São Francisco utilizou pessoas e animais de verdade para o presépio. Depois disso com o passar dos anos as pessoas começaram a fabricar imagens para compor o presépio e adornar as casas e as igrejas.

As bolas de Natal: São os frutos, os dons e as virtudes do bom cristão. Suas cores são variadas e seus significados distintos. As bolas douradas simbolizam a realeza; as bolas vermelhas o amor; as bolas azuis simbolizam o prêmio aos santos que é o céu; as bolas verdes simbolizam a esperança; as bolas prateadas simbolizam a glória.

A estrela: Simboliza a Estrela que guiou os Magos vindos do Oriente a adora o Senhor, o Rei dos reis.

Velas: Simbolizam a Cristo que é Luz do Mundo que rompeu as trevas da noite e do pecado para nos salvar.

Papai Noel: Sua origem se deve a figura do Bispo São Nicolau, que era conhecido como bom e generoso para com os pobres. Sua festa é dia 06 de Dezembro. Morreu no ano de 350 d.C. Sua transformação em símbolo natalino ocorreu na Alemanha. Nos Estados Unidos, a tradição do velhinho de barba comprida e roupas vermelhas que anda num trenó puxado por renas ganhou força. A figura do Papai Noel que conhecemos hoje foi obra do cartunista Thomas Nast, na revista Harper’s Weeklys, em 1881.

Ceia de Natal: Lembra-nos a última ceia na qual Jesus Instituiu a Santíssima Eucaristia. A família reunida na ceia lembra-nos de que Cristo é nosso centro. Nossa vida deve está em torno do Salvador que veio ao mundo redimir os pecadores.

Cartões de Natal: A prática de enviar cartões de Natal começou na Inglaterra no ano de 1843. Mas, foi em 1849 que os primeiros cartões populares de Natal começaram a ser vendidos por um artista inglês chamado William Egly.

Presentes: Presenteamos as pessoas num gesto simbólico no qual todos nós ganhamos o maior de todos os presentes: Jesus. A origem de dar presentes no natal é incerta. Atribui-se a São Nicolau que presenteava os pobres com moedas para sobrevirem. O costume de colocar presentes sob as árvores de Natal provavelmente começou durante o reinado de Elizabete I, filha de Henrique VIII, na Inglaterra, no século XVI. Ela promovia festas natalinas e recebia muitos presentes.

Luzes: Simbolizam assim como as velas que Jesus é a Luz do mundo.

Flor do Natal: Bico-de-papagaio ou espírito santo, possui brácteas vermelhas e folhas bem verdes. É decorativa, ilustra cartões natalinos. Foi encontrada no México em 1828 e depois introduzida na América Latina. Conta-se que uma humilde camponesa desejava oferecer um presente ao Menino Jesus e não tinha o que dar. Surge um anjo e lhe sugere que leve uma planta que existia junto à estrada. Feliz, ela vai entregá-la ao Menino Jesus. As pessoas que presenciavam a cena começaram a rir da pobre senhora, que começou a chorar. Suas lágrimas, ao caírem sobre as folhas, as tornaram vermelhas, para espanto de todos. A poinsettia ou espírito santo é uma planta que, exposta ao sol, é verde. Se estiver à sombra torna-se vermelha.

Missa do Galo: O fato da missa da meia-noite que já era celebrada nas origens do cristianismo se chamar dessa forma se deve ao fato de que o horário que correspondia as 00h até as 3h da madrugada era conhecida em Roma antiga como hora do Galo. Hora do galo, pois é nesse horário que os galos começam a cantam. Por isso ficou conhecida como Missa do Galo até hoje.

Cânticos natalinos: São numerosos e belos, e começou quando a Igreja Católica querendo evangelizar os pagãos que não sabiam ler e nem escrever, compôs músicas de melodia simples. Existem músicas natalinas cantadas até hoje e que se originaram no século IV.

Sinos: Os sinos emitem sons agradáveis e audíveis à distância, e são tocados em ocasiões geralmente festivas. Fazem parte do campanário das igrejas e também têm uso particular. Servem para enviar mensagens pelo ar. De modo geral, seu toque é festivo. Tocado por ocasião do Natal, nos lembra o fato de termos um Salvador que e fez homem, habitou entre nós e partiu deixando sua mensagem de amor e paz.

Autoria: Padre José Luis Beltrame

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